sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONETO

PRESO É O POVO

Pedro Paulo Paulino

Quando a justiça, aos brados, alardeia
Que um nome da mais ínclita grandeza,
Por desonestidade e por vileza,
Foi finalmente posto na cadeia,

De dúvida minh’alma fica cheia,
Pois no sangue trazemos a certeza
De que por cá, aos donos de riqueza,
A nossa lei não vale um grão de areia.

Preso é o povo em sua maioria,
Aos ditames do Estado e à impunidade,
Aos deveres fiscais (que covardia!)

E à violência em plena liberdade
Que faz o povo, em sua moradia,
Viver como culpado atrás da grade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário